SABÃO, ARTE E FILOSOFIA

sábado, 30 de maio de 2009

Ainda a espuma:

Ainda a espuma:

O sabão ácido (que não atinge a neutralização satisfatória) é insolúvel em água fria, portanto, um sabão deve turvar-se ao esfriar, é óbvio, pois o sabão contaminado pelo material hidrolizado apresenta as características do sabão ácido. Porém, a adição de álcali livre ou álcool inibe ou até interrompe a hidrólise, sabendo-se que o espumejar de uma solução de sabão consiste em se ter sabão dissolvido em presença de ácido graxo livre, ou seja, um sabão ácido; interrompendo essa dissociação, ela não espumará, uma solução alcoólica de sabão não espuma.

Agora fica fácil entender porque o sabonete glicerinado não espuma ou espuma pouco, o sabonete glicerinado (quando tem glicerina???? Muitas vezes a fama dela substitui ela própria) comporta o próprio limite natural de glicerina do lipídio (gordura ou óleo “in natura”).

Sim, pois a glicerina é um álcool (o propanotriol) e para fazer um sabonete “glicerinado” ou se acresce mais glicerina e outros aditivos ou se a substitui por etanol (o álcool comum) que é bem mais barato. De fato, muita glicerina em um sabonete o deixa excessivamente higroscópico (a glicerina chega a absorver até 50% do seu peso em água do ar) e isso produz um efeito depreciativo no produto (ele é de ótima qualidade, mas fica pegajoso e aparentemente suado da umidade que absorve do ambiente).

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A DINÂMICA DA ESPUMA

Por que o sabão espuma? Para responder esta pergunta devemos antes falar da estrutura do sabão, este é um sal (saponato), ou seja, uma base ligada a um ácido (nesse caso "ácido graxo"). Este sal tem duas características fundamentais (entre outras que não se relacionam diretamente ao efeito de espuma), uma é que ele se aglutina em forma de micelas, isto é, sua molécula se contrai em direção ao centro, imagine um "pom-pom", um núcleo sólido e uma enorme quantidade de filamentos periféricos que quando não estão em suspensão atraem-se mutuamente, outra é a excepcional capacidade de dispersão em meio aquoso (seu efeito é coloidal), age na água como a fumaça no ar, desaparece completamente mas está presente em todo o meio atuante sem deixar espaço algum vago. Estas duas propriedades são próprias dos materiais plásticos ou polímeros, formam filmes "infinitos", basta que disponham dos meios para tanto. É exatamente isso que o sabão faz quando lava, ele se dissolve infinitamente na água e esta quando é atritada permite a entrada de ar no "meio" (sítio de ação), a película (do sabão) muito fina esposta ao ambiente seca e oferece resistência à saída do "gás" que ao ficar preso se expande com o calor formando micro bolhas de "ar", a freqüencia do movimento (ir e voltar na mesma superfície) vai sobrepondo camadas de "bolhas". A esse efeito denominamos espuma. Muitos sabões não produzem espuma porque sua película não oferece resistência e rompe deixando o ar escapar, podemos distinguir este aspecto peculiar por um "interstício reticular", pois é muito parecido com uma rede. O atrito é fundamental na formação da espuma, sem ele, "nada de espuma", quanto mais liso o sabão menor a quantidade de espuma formada. Álcool, óleo e os hidrocarbonetos, entre outros agentes são inibidores da espumação. by Marcus Siviero!!!!

Primeiro contato

Eu sou o Marcus, especializado em saponificação industrial (“saboeiro, ta!!!”), vou falar muito sobre sabão, sabonete e outros do gênero, meu pior defeito é ler muito e escrever, mais ainda.

Já escrevi três livros, um técnico (saponificação industrial) e dois filosóficos (mais um defeito,.. penso muito. Coisa de velho!!), o técnico foi publicado e já está na segunda edição (o editor jura que sim) os outros acho que o editor pretende esperar que o brasileiro comece a gostar de ler (com certeza serão obras póstumas), como sou um pouco apressado vou colocando uns pedacinhos vez por outra aqui no blog. Quem sabe alguém tão chato quanto eu (“quanto eu”? duvido) queira lê-lo.

A escrita abaixo é parte da introdução de um de meus livros:

EVOLUÇÃO

O conceito de Espírito Humano não deveria ser outro, senão a “Expressão Inteligente” do Universo, este é a síntese evolutiva, a própria essência manifesta em um Ser; justificativa suficiente para entendê-lo como objetivo universal é, sem dúvidas, o alvo pretendido pela criação. Estas são bases incontestáveis contrapondo-se ao acaso. A conversão em vida é a própria manifestação da Inteligência.

O suporte de sustentação desta é, e não há como não ser, a comunicação, fundamentalmente, ela expressa o Ser, o conhecemos através dela.

A vã tentativa de tolher a “Liberdade de Expressão” é meramente um meio brutal de buscar impedir a evolução do Espírito, método que violenta a Inteligência, entretanto, demonstra claramente sua verdadeira importância. O Espírito Humano não se extingue, quando muito (por analogia), se “O” comprime, elevando a “pressão” do saber acumulado, o que fatalmente virá a “explodir” com intensidade equivalente às forças aplicadas para contê-lo, acrescidas da mais pura convicção fornecida pelas próprias forças opressoras.

Qual fonte de águas cristalinas, esta jorra aliviando a “sede” insaciável do Espírito, irrigando os mais vastos campos do conhecimento, fazendo germinar, incessantemente, a semente da igualdade dos Seres, produzindo deslumbrantes floradas de Sociedades Evoluídas, as barragens que buscam contê-la, apenas aumentam seu potencial de abrangência, possibilitando-a “minar” em todas as direções e, quando estes “muros” sucumbem “apodrecidos”, não suportando mais o peso da verdade, esta se mostra como luz balsâmica a todos que nela se envolvem, atenua as queimaduras dos oprimidos e abranda as chamas dos opressores.

A Liberdade de Expressão não é meramente conquista ou direito, transcendendo em muito tão singelo conceito, esta é inerente ao Ser, entidade subjetiva que “O” insere no contexto universal, verdadeira identidade do Espírito, é quem se apresenta como tal, o próprio Ser, tentar contê-la é o mesmo que obliterar a evolução ou aprisionar a essência que somos, limitar sua propagação seria como “laçar” a luz, ou “desfazer” o tempo, engana-se totalmente quem assim procede, ao contrário dos que padecem por difundi-la muitas vezes oferecendo o “corpo” em prol do Espírito, seu, do próximo e, acima de tudo, da verdade.

As sociedades repressoras alinham-se na História da Humanidade para servirem apenas como base estrutural do conhecimento, oferecendo evidência cada vez mais abrangente que são elas a pior escolha da civilização. A liberdade é antagônica, é a própria negação de uma ou poucas “vozes”, é sim..! a vontade maciça e natural de todos como fossem “Um”; a verdadeira Expressão do Ser em “todos”.

É a Liberdade de Expressão a única garantia de que a “verdade” manifesta por minoria não é, de fato, quem pretende ser. Não nos cabe apenas o dever de almejá-la, porém, a necessidade inexorável de mantê-la, pois é ela nosso Ser, nossa Essência, é por Ela que imprimimos a nossa existência no Universo, afirmamo-nos pelo que manifestamos, não somos apenas o que sentimos, entretanto, o que transmitimos.

A verdade só o será, sendo de todos, a liberdade em expressá-la assegura esta premissa.

Liberdade de Expressão, o único Patrimônio do Espírito.

Marcus Siviero

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