SABÃO, ARTE E FILOSOFIA

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Primeiro contato

Eu sou o Marcus, especializado em saponificação industrial (“saboeiro, ta!!!”), vou falar muito sobre sabão, sabonete e outros do gênero, meu pior defeito é ler muito e escrever, mais ainda.

Já escrevi três livros, um técnico (saponificação industrial) e dois filosóficos (mais um defeito,.. penso muito. Coisa de velho!!), o técnico foi publicado e já está na segunda edição (o editor jura que sim) os outros acho que o editor pretende esperar que o brasileiro comece a gostar de ler (com certeza serão obras póstumas), como sou um pouco apressado vou colocando uns pedacinhos vez por outra aqui no blog. Quem sabe alguém tão chato quanto eu (“quanto eu”? duvido) queira lê-lo.

A escrita abaixo é parte da introdução de um de meus livros:

EVOLUÇÃO

O conceito de Espírito Humano não deveria ser outro, senão a “Expressão Inteligente” do Universo, este é a síntese evolutiva, a própria essência manifesta em um Ser; justificativa suficiente para entendê-lo como objetivo universal é, sem dúvidas, o alvo pretendido pela criação. Estas são bases incontestáveis contrapondo-se ao acaso. A conversão em vida é a própria manifestação da Inteligência.

O suporte de sustentação desta é, e não há como não ser, a comunicação, fundamentalmente, ela expressa o Ser, o conhecemos através dela.

A vã tentativa de tolher a “Liberdade de Expressão” é meramente um meio brutal de buscar impedir a evolução do Espírito, método que violenta a Inteligência, entretanto, demonstra claramente sua verdadeira importância. O Espírito Humano não se extingue, quando muito (por analogia), se “O” comprime, elevando a “pressão” do saber acumulado, o que fatalmente virá a “explodir” com intensidade equivalente às forças aplicadas para contê-lo, acrescidas da mais pura convicção fornecida pelas próprias forças opressoras.

Qual fonte de águas cristalinas, esta jorra aliviando a “sede” insaciável do Espírito, irrigando os mais vastos campos do conhecimento, fazendo germinar, incessantemente, a semente da igualdade dos Seres, produzindo deslumbrantes floradas de Sociedades Evoluídas, as barragens que buscam contê-la, apenas aumentam seu potencial de abrangência, possibilitando-a “minar” em todas as direções e, quando estes “muros” sucumbem “apodrecidos”, não suportando mais o peso da verdade, esta se mostra como luz balsâmica a todos que nela se envolvem, atenua as queimaduras dos oprimidos e abranda as chamas dos opressores.

A Liberdade de Expressão não é meramente conquista ou direito, transcendendo em muito tão singelo conceito, esta é inerente ao Ser, entidade subjetiva que “O” insere no contexto universal, verdadeira identidade do Espírito, é quem se apresenta como tal, o próprio Ser, tentar contê-la é o mesmo que obliterar a evolução ou aprisionar a essência que somos, limitar sua propagação seria como “laçar” a luz, ou “desfazer” o tempo, engana-se totalmente quem assim procede, ao contrário dos que padecem por difundi-la muitas vezes oferecendo o “corpo” em prol do Espírito, seu, do próximo e, acima de tudo, da verdade.

As sociedades repressoras alinham-se na História da Humanidade para servirem apenas como base estrutural do conhecimento, oferecendo evidência cada vez mais abrangente que são elas a pior escolha da civilização. A liberdade é antagônica, é a própria negação de uma ou poucas “vozes”, é sim..! a vontade maciça e natural de todos como fossem “Um”; a verdadeira Expressão do Ser em “todos”.

É a Liberdade de Expressão a única garantia de que a “verdade” manifesta por minoria não é, de fato, quem pretende ser. Não nos cabe apenas o dever de almejá-la, porém, a necessidade inexorável de mantê-la, pois é ela nosso Ser, nossa Essência, é por Ela que imprimimos a nossa existência no Universo, afirmamo-nos pelo que manifestamos, não somos apenas o que sentimos, entretanto, o que transmitimos.

A verdade só o será, sendo de todos, a liberdade em expressá-la assegura esta premissa.

Liberdade de Expressão, o único Patrimônio do Espírito.

Marcus Siviero

3 comentários:

  1. Muito lindo teu trabalho muito interessante teu raciocínio.Muito legal gostares de animais, muito tudo e muito nada. Naõ acredito mais em purificação, mas adoro sabonetes de glicerina.
    um abraço,Denise

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  2. Olá Marcus, me chamo Leonardo Resende, sou professor licenciado em química, mas pretendo trabalhar com saponificação em escala artesanal, gostaria de trocar alguns e-mails com você. O que vi nas suas postagens foi muito interessante, não apenas no âmbito técnico, mas no quesito moral e de caráter. Meu endereço de e-mail é: ascoty@hotmail.com, por favor me mande um e-mail para abrirmos contato. Abraços!

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  3. Olá, Marcus! A saboaria que pretendo abrir em meu sítio é do tipo artesanal (parecida com a do Santo Sabão), só que muda o lugar que será em meu sítio, devo tirar a licença e tudo mais ecologicamente correto, certo? Daí sendo artesanal é diferente da industrial o que muda é a quantidade ou muda a composição também? Obrigada Sandra Tavares e-mail: sandra.quadros62@gmail.com

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