SABÃO, ARTE E FILOSOFIA

domingo, 28 de junho de 2009

SABONETE CREMOSO DE MEL

SABONETE CREMOSO DE COCO OU SOJA E MEL

HIDRATANTE NATURAL PARA TRATAMENTO DE CABELOS E PELE

INGREDIENTES:

Gordura de coco ou óleo de soja................................................................900 ml

potassa cáustica (escamas)..........185 gr p/ gord. coco ou 165 gr p/ óleo de soja

Álcool comum................................................................................................50 ml

Mel de ótima procedência............................................................................100 gr

Perfume.........................................................................................................10 ml

Cera de Carnaúba se desejar brilho.................................................................3gr

A potassa deverá estar previamente em solução na água obedecendo ao seguinte procedimento:

Coloque num recipiente (vidro ou plástico) a potassa em escamas (185g ou 165g), lentamente e, em fino jato, derrame sobre ela a água (200 ml), estando em lugar seguro para não derramar ou espirrar, mexa lentamente com uma colher de sopa.

CUIDADO..! ESSA MISTURA PRODUZ CALOR EXPONTANEAMENTE.

IMPORTANTE – NÃO COLOCAR EM CONTATO COM PANELA OU OBJETO DE ALUMÍNIO.

Para misturar a carnaúba no óleo derreta-a em uma colher de sopa e misture com um pouco do óleo aquecido levemente, junte ao resto do óleo e acrescente o álcool.

Depois de fria ou morna a solução, levar o óleo ao liquidificador previamente misturado com o álcool (50 ml) e a carnaúba derretida, ligar em baixa velocidade e, muito lentamente (muito mesmo), derrame a solução de potassa no copo sem parar de bater. Quando o liquidificador começar a fazer força além do normal na primeira velocidade aumente a rotação com a tampa no lugar. Quando o liquido engrossar bem estará pronto, podendo ser adicionadas umas gotinhas de perfume.

Depois de pronto o creme (3 horas), misturar com uma colher inoxidável o mel frio; obs. Não aumente a quantidade de carnaúba, os cabelos ficarão “duros” como com laquê.

CUIDADO COM OS OLHOS (RESPINGOS) E NÃO DEIXAR O COPO COM ÁLCOOL PERTO DO LIQUIDIFICADOR, O FAISCAMENTO DO MOTOR PODE INCENDIÁ-LO!

Envasar em potes para uso geral logo em seguida, usar 24 horas depois.

Os materiais de difícil localização (potassa, p. ex.) entre em contato pelo blog.

Marcus Siviero

São Roque, 28 de junho de 2009.

sábado, 20 de junho de 2009

SABONETE LÍQUIDO: Faça você mesmo

O verdadeiro sabonete líquido não é aquele “detergentão” de lauril que você encontra por aí.

Por princípio o sabonete líquido de verdade é “montado” a partir dos ácidos graxos (ou melhor que isso) um lipídio (óleo ou gordura) animal ou preferencialmente vegetal (muito melhor, sem dúvida).

Faça assim:

Em um recipiente de inoxidável coloque um kg de gordura de palma, palmiste ou coco, em outro coloque 220 gramas de potassa cáustica (KOH) seca (em escamas, dificílima de achar, entre em contato pelo blog), no caso da palma 180 gr será o correto.

Acrescente à potassa 1,5 litros de água, faça dissolver bem, aqueça a gordura até o ponto de suportar colocar o dedo no líquido sem queimar (mais ou menos 65º C), bem devagar vá adicionando a solução alcalina (potassa) na gordura derretida mexendo sem parar (bata até a formação de um corpo firme e bem consistente sua cor será dourada (muito bonita, mas aceita ser tingido).

Deixe descansar de um dia para outro (para maturar), no “mingau” formado adicione água quente com moderação, para não perder a viscosidade (até três litros a textura ficará ótima), perfume e use-o à vontade e você verá que pele deliciosa resultará de seu uso constante.

Esse produto pode ser aditivado com qualquer tipo de vitamina, esfoliante, corante, hidratante ou qualquer material que acrescente qualidades especiais ao produto final.

Para mais esclarecimentos entre em contato pelo blog.

sábado, 13 de junho de 2009

Um sabonete fino requer uma embalagem nobre

Nós sempre nos referimos ao sabonete e as suas diversas formas de fabricação.

Mas, não podemos nem devemos nos esquecer que como todo fruto tem sua proteção, o que frutifica do nosso trabalho e arte também merece ser protegido e a embalagem que guarnece um sabonete deve, obrigatoriamente, estar à sua altura e grau de sofisticação.

Por isso eu mesmo produzo a embalagem para os meus sabonetes, eu as faço de madeira natural, de plantio próprio para corte e liberado pelo IBAMA e demais Órgãos controladores da preservação ambiental.

Diga-se de passagem, que o local onde trabalho é autorizado pela CETESB para produção artesanal tanto dos sabonetes como das embalagens, o meu próprio ambiente funcional é uma área de preservação ambiental cujo único espaço permitido para o exercício profissional é o que ocupo fazendo as bases, os sabonetes, as embalagens, protegendo a mata virgem que rodeia o meu espaço e escrevendo neste blog para os que me acompanham.

A foto que encabeça este comentário é das caixas que abrigam três unidades de até 100g, este mesmo design é produzido para duas unidades e até mesmo para uma peça.

Estas embalagens podem ser fornecidas prontas e em esmerado acabamento aveludado (película de seladora) ou em kit desmontado pronto para ser colado por meio de encaixes previamente fresados (pacotes de dez unidades desmontadas), junto ao kit pode ser fornecido um gabarito de montagem o que facilita muito o exercício da montagem (com prática o gabarito é dispensável).

Este material pode ser pirografado, carimbado, pintado entre outros processos de sua escolha, basta executá-los, mas se for deixado ao natural sua beleza é encantadora.

Se você consultar os preços poderá surpreender-se com o baixo custo.

MEDIDAS INTERNAS DAS EXPOSTAS ACIMA: < 230mm X 70mm X 30mm >

terça-feira, 9 de junho de 2009

SABONETE - Você já experimentou fazer o seu próprio?

Se você só fez sabonete glicerinado até hoje é porque nunca experimentou fazer um SABONETE FINO “DE VERDADE”.

O sabonete feito a mão (como faziam os franceses antigamente) pode ser feito “a frio” e de várias maneiras, uma delas vou ensinar aqui.

Você pode optar entre preparar a base você mesmo ou adquirir o sabão técnico e trabalhá-lo até o ponto de torná-lo uma arte.

No primeiro caso é conveniente preparar o sabão fundamental (técnico) a frio.

Isso é fácil, pegue 1 (um) kg de óleo de palma ou palmiste ou coco (se você não sabe onde encontrar esses óleos, entre em contato), depois pese 180 gr. de soda cáustica de boa qualidade para a gordura de coco ou palmiste, ou 140 gr para a gordura de palma.

Dissolva esse material em três vezes seu peso em água, isto é, para coco ou palmiste em 540 ml ou gr de água, para a palma em 420 ml ou gr de água.

Muito cuidado ao fazer isso, pois soda é corrosiva e provoca queimaduras graves, NUNCA FAÇA ISSO PERTO DE CRIANÇAS OU ANIMAIS DOMÉSTICOS!!!

Aqueça levemente a gordura (o suficiente para colocar o dedo sem queima-lo) + ou – 60º C.

Com essa gordura em um recipiente de inox ou plástico técnico (aqueles que se usa em laboratórios) vá adicionando a solução de soda bem devagar e batendo com uma colher de inox (nunca use alumínio, nem vasilha, nem instrumentos, vidro também não é conveniente porque sofre desgaste).

Quando essa mistura começar a ganhar corpo (formar um mingau) acrescente corante alimentício e perfume.

Deixe o corante mal misturado as estrias coloridas ficam muito bonitas no sabonete pronto.

Coloque o “Mingau” em uma forma de plástico e guarde em um lugar seguro para descansar por um dia.

No dia seguinte corte em pedaços e deixe maturar por dois ou três dias, o produto obtido será simplesmente ótimo digno dos melhores encontrados no mercado e, muitas vezes, bem melhor.

Pese a soda com muito cuidado pois errar a medida é errar o sabão.

A outra opção (comprar o sabão técnico):

Pegue o sabão fundamental adquirido e deixe de molho em seu próprio peso (1 X 1) de água quente (fervente) misture de vez em quando até formar o mingau se esfriar antes de dissolver o sabão aqueça em banho-maria ou microondas em potência baixa (2 ou 3) por alguns minutos (3, no máximo) sem deixar ferver.

Daí para frente o processo é o descrito acima.

Como sempre, devo informar que essa receita é empírica e não me responsabilizo pelos resultados.

Para aprender você pode até errar, mas vale o resultado quando você souber fazer, os produtos ficam cada vez melhor a medida que se ganha prática.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

VOCÊ QUER FAZER SUA PRÓPRIA BASE GLICERINADA

Venha para o blog sabao-nosso-de-cada-dia acompanhe as postagens e aprenda fazer sabonete de verdade.

sábado, 6 de junho de 2009

FAÇA SUA PRÓPRIA BASE GLICERINADA

Você cansou de comprar base glicerinada que tem mais água do que matéria prima? O sabonete que você faz, três dias depois está com a metade do peso? Aprenda a fazer sua própria base e livre-se das “porcarias” que lhe vendem! Aqui vai uma dica de base transparente e completamente de graça. Pese 1,2 kg de sabão técnico (conhecido por noodles), 600 ml de água filtrada, 900 ml de álcool (farmacêutico 92,6%), 1,0 kg de açúcar, 500 ml de água fervente para dissolver o açúcar, 200 g de glicerina (pode ser substituída por sorbitol), Se quiser melhorar sua consistência coloque 200 ml de propilenoglicol, 50 ml de laurilsulfato de sódio ajuda fazer espuma. Coloque os “noodles” em uma vasilha de vidro (pirex), derrame os 600 ml de água bem quente (deixe ferver) sobre eles, derrame um pouco do álcool (menos da metade) na mistura mexa bastante e deixe descansar até dissolver (ou quase). Você pode fazer isso no dia anterior e deixar descansar até a hora de fazer a base, nesse caso é possível que tenha formado uma gelatina bem forte na forma, leve ao microondas em potência baixa (2 ou 3) e aqueça por cinco ou seis minutos (abra o forno e acompanhe o processo). Coloque o açúcar em outra vasilha e jogue sobre ele a água restante (fervente) 500 ml, mexa muito mesmo até não sobrar nem um único grão (formará um líquido límpido e viscoso (se precisar aqueça mais um pouquinho até formar uma calda não permita que caramelize (escurecer). Misture a calda com a massa de sabão dissolvido e mexa bem sem parar (mantenha aquecido, dê preferência ao microondas, não corra risco de chamas perto do álcool) acrescente o resto do álcool sem parar de mexer. Se usar o “micro” pode levar a mistura até a fervura em potência baixa (2 ou 3) tirando e mexendo sem deixar grudar no fundo. Quando a mistura estiver bem líquida e vítrea (transparente) coloque a glicerina (ou sorbitol) e o polipropileno se decidiu usá-lo. Por fim coloque o lauril (50 ml), se quiser. Se o resultado for muito viscoso enquanto quente adicione mais uns 100ml de álcool. Faça pouco de cada vez até aprender, pois é comum errar até “pegar o jeitão”. OBS.: NÃO FAÇA ESTA RECEITA PERTO DE CRIANÇAS OU ANIMAIS DOMÉSTICOS E TOME MUITO CUIDADO COM O ÁLCOOL NÃO O DEIXE PRÓXIMO DE CHAMAS. Se você seguiu esta receita obteve mais ou menos 4,2 kg de produto e seu custo vai estar ao redor de R$ 1,80 (um Real e oitenta centavos por kg). Dúvidas??? Entre no blog e faça uma postagem. Quer as matérias-primas, mande um e-mail e lhe forneço mais detalhes e matérias-primas. Bases vegetais ou comuns transparentes, brancas, aditivadas, perfumes o que for preciso. NÃO SEJA MAIS “ENGANADO” FAÇA VOCÊ MESMO!!! MUITO IMPORTANTE: EXISTEM DEZENAS DE MÉTODOS DIFERENTES DE FAZER BASES GLICERINADAS, ESTE É UM DELES, MAS SAIBA E COM MUITA ATENÇÃO, NÃO POSSO SER RESPONSABILIZADO POR ERROS DE PROCESSO NA FABRICAÇÃO DESTA RECEITA, SE VOCÊ TEM DÚVIDAS NÃO FAÇA O QUE AQUI VAI ESCRITO, MAS SE QUISER APRENDER MAIS ENTRE EM CONTATO. Marcus Siviero

segunda-feira, 1 de junho de 2009

conheça algumas gorduras vegetais e a glicerina

Gorduras vegetais Estão alinhadas a seguir algumas das principais de consumo. Óleo de babaçu: Conhecido e chamado por “óleo”, no entanto, é uma gordura, provém de uma palmeira muito comum nas regiões centro, norte e nordeste do Brasil a “Orbignia speciosa” produz cocos com três ou quatro castanhas com peso médio de 65% de óleo extraído com grande facilidade por prensagem ou solventização, sendo preferível o primeiro método, que fornece uma torta residual de excelente qualidade para rações. Suas principais características físico-químicas são: - Peso específico a 15ºC, 0,924, índice de iodo de 14 a 16, índice de saponificação de 248 a 253, ponto de fusão de 23 a 25ºC. Óleo de amendoim: Obtido das sementes de “arachis hipogea”, que contém em média de 40 a 50% de material graxo e até 30% de proteínas, o óleo refinado é usado na alimentação e indústria farmacêutica principalmente. Características principais: - Densidade 0,912 a 0,915, índice de iodo de 85 a 95, índice de saponificação de 185 a 192. Óleo de arroz: Extraído do farelo sobrante das máquinas de beneficiamento e limpeza da semente “Oriza sativa” cereal conhecido como arroz, é incidente em média de 14% neste material, o melhor método de extração é através de solventes e é utilizado na alimentação, principalmente. Suas características são: - Densidade média 0,918 a 0,928, índice de iodo de 92 a 109, índice de saponificação de 183 a 194. Óleo de milho: Óleo obtido de germe de milho “Zea mayz”, participa em, aproximadamente, 20% do peso de germe chegando em alguns casos a mais de 40% com material tratado. Sua cor é alaranjada, é geralmente extraído sob prensagem e consumido como alimento. Características principais: - Densidade de 0,920 a 0,927, índice de iodo 116 a 130, índice de saponificação de 188 a 193. Óleo de rícino (mamona) A (Ricinus communis) fornece por prensagem, principalmente, de 40% a 55% de óleo muito procurado pelas indústrias farmacêuticas e de lubrificantes e ainda a indústria de combustíveis, por características muito peculiares deste óleo (dados principais,pág.158). Óleo de soja: Extraído da “Soja híspida” ao redor de 20% do peso em matéria graxa, utilizado largamente em alimentação é hoje, com certeza, o óleo mais consumido no mundo. A torta residual é da mesma forma consumida pelo seu alto valor em proteínas e outros nutrientes. Densidade 0,918 a 0,924, índice de iodo 124 a 136, índice de saponificação 190 a 194. Glicerina Líquido viscoso, adocicado, incolor, muito higroscópico (absorve água), solúvel em álcool e água em todas as proporções, chega a acrescer 50% do seu peso pela simples absorção da umidade do ar, causa sensação de calor ao contato com as mucosas. Peso específico: 1,265g a 15ºC, ponto de ebulição 290°C. É um álcool trivalente, forma três séries de ésteres conforme esterificação a um, dois ou três grupos oxidrila. (trecho de Sabão Preparo e Fabricação "minha autoria").

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