SABÃO, ARTE E FILOSOFIA

terça-feira, 7 de julho de 2009

ESCREVA SEMPRE SEJA COMPREENDIDO

Sabão, arte e filosofia

A ESCRITA E A CIVILIZAÇÃO

Sem medo de errar podemos medir a grandeza de um povo pelo que este tem ou deixou de escrita. Na verdade, é extremamente dificultoso fazer contato com qualquer civilização, passada ou atual, senão por meio do que vem escrito por esta.

A comunicação é observada em todas as manifestações de vida, desde a vegetal até a racional, a primeira nos comunica e às de sua espécie mostrando que a luz do Sol lhe faz falta, que a água lhe é cara, que o fogo lhe é nocivo e, fundamentalmente, que a sua existência nos é útil e à manutenção da própria existência do planeta mantendo os gêneros deste vivos e atuantes, é inegável que a nossa inteligência sabe distinguir perfeitamente essa manifestação comunicativa. A segunda, contudo, não se limitou em dirigir seu olhar ao Sol ou a murchar na ausência da água, esta cresceu, disputou sua posição de destaque entre as demais espécies e, para afirmar essa peculiar condição, se impôs diferenciando sua forma comunicativa das demais.

Isso foi feito de inúmeras formas, todavia, é notável que dentre todas as modalidades de interação do entendimento a que melhor se adequou foi a faculdade de impregnar qualquer material ou meio de manutenção perene de dados (atualmente o eletrônico, p.ex.) com a palavra de modo codificado e inteligível a qualquer racional. É óbvio que a referência foi feita à escrita e esta é, peculiarmente graduadora, da qualificação de um povo ou de um indivíduo, está na sua configuração geral a sutil escala de conhecimento que manifesta seus dotes de sapiência desde o primeiro até o último ser.

É-nos obrigatório salientar que o modo perenede comunicar é, por seus próprios fundamentos, a melhor adaptação alcançada pela civilização, isso porque, independentemente de quem assim manifesta seu pensar, tanto para os contemporâneos como para a posteridade, este o faz com um propósito específico e esse não é outro senão o de gravar na memória dos seus observadores a mensagem que pretende passar, ou seja, a idéia é perpetuar a mensagem.

A expressão mais difundida para tal ato é a forma literária, pois nessa vem depositado todo o conhecimento humano e de maneira muito elaborada e aperfeiçoada pela experiência do saber acumulado.

Um trabalho literário obedece a padrões de construção usados até mesmo por quem não sabe usa-los com maestria, pois está no propósito e não propriamente na técnica sua característica primordial; a comunicação.

Todavia, é-nos proibitivo limitar as funções que exerce a escrita, como assevera-la ser singelamente uma arte ou singularmente uma ciência, apesar de encontrarmos na expressão arte-ciência uma aparente definição adequada semanticamente às nossas necessidades atuais, contudo, é um erro circunscrever todo seu contexto a meros expedientes de acomodação prática.

Esta é arte quando nos expressa os sentimentos do Espírito.

É, todavia, ciência quando sua tônica nos indica os caminhos do conhecimento.

A sabedoria encarna na grafia quando esta nos eleva unindo o saber ao Espírito, a comunhão do Ser completo.

A razão se apresenta nas pautas que nos orientam pelos caminhos da História, da Geografia e das ciências que descrevem nossas circunstâncias e situações para nos possibilitar opções mais apropriadas aos próximos passos.

A literatura nos fala à alma por meio de sua arte, nos evolui o espírito através de sua ciência, nos capacita cada vez mais com sua sabedoria, nos equilibra por intermédio de suas razões, qualifica sempre mais quem dela usufrui e, se levada às últimas conseqüências, até quem supõe não dispor dela por não conhecer seus códigos (caso típico do analfabetismo) é beneficiado por ela, ainda que de forma oblíqua, pois nesse particular existe a dependência dos que interferem por meio dela sobre os despreparados.

A criação literária é, em suma, a única via de comparação ao Criador, pois ela é o exclusivo meio de materializar perpetuamente o ideal humano, levando com a mais confiável fidelidade, as experiências passadas aos demais contemporâneos e futuros civilizados que afinal, apenas o são, porque lêem e escrevem.

Sempre que nos for facultado intervir em favor do próximo será nossa obrigação nos ‘intrometermos’...”.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ENSINANDO A FAZER SABONETE GLICERINADO

Sabão, arte e filosofia

MASSABÁSICA GRANULADA.................................................................................1000gr

ÁGUA – .......................................................................................é possível até 80% da massa

ÁLCOOL – misturado com o perfume......................................min. 10% max. 20% da massa

AÇÚCAR – DISSOLVER NA ÁGUA E ÁLCOOL................................................até 1000gr

GLICERINA OU SORBITOL....................................................................................até 200gr

O material está pronto para formar o sabonete branco, basta separar em quantidades que interessem e colocar água fria na quantidade que quiser até 80% da massa e aquecer até formar uma pasta bem homogênea, misturar o álcool somente quando a mistura estiver morna, formará um líquido bem viscoso, parar quando não tiver vestígio de sólidos, é aconselhável peneirar ao envasar, deixar nas formas de silicone, de 20 à 30 minutos se pode tirar das formas, deixar curar e embalar. A quantidade de álcool determina o tempo de solidificação para desenformar.

Obs. a adição de álcool é obrigatória, pois ele produz a micro emulsão, se colocar o álcool antes da água o produto não dissolverá corretamente. Bater bastante, isto é, até obter uma mistura lisa sem sólidos, a espuma que fizer desfar-se-á rapidamente, logo se notará um líquido viscoso parecido com mel (ralo) escorre da colher devagar e ao esfregar entre os dedos parecerá óleo escorregadio, quando isso ocorrer é só envasar para os moldes e aguardar. Dá brilho se molhar levemente em álcool antes de embalar.

NÃO COLOCAR O ÁLCOOL ANTES DE FORMAR A PASTA BEM DEFINIDA!!!

OU MISTURE-O À ÁGUA E AÇÚCAR E AQUEÇA BEM ANTES DE USAR.

IMPORTANTE: material, totalmente isento, de odores antagônicos aos perfumes, inodoro quando exposto ao tempo, levemente alcoólico quando na embalagem original.

MATURAÇÃO: Se preferir, é possível ferver a água e espalhar sobre o produto em uma vasilha, deixar por quatro ou cinco horas (hidratação) ou até de um dia para outro, depois separe as quantidades que interessar aqueça até dissolver bem o material e acrescente o álcool com perfume e envase.

Faça aos poucos até ter prática e poder trabalhar em maior quantidade, esse material é um polímero em suspensão saponácea especial para trabalho controlado (teor de água), não acrescer nenhum material estranho aos recomendados, isso prejudicará o produto final separando-o de seus componentes fundamentais. As sobras de fabricação, quando limpas, podem ser acrescidas às novas partidas.

Esse material foi especialmente desenvolvido para que o artesão produza sem riscos ou dificuldades, apesar disso, recomenda-se que sejam sempre misturados o álcool e a água longe de qualquer tipo de chama ou equipamento elétrico que produza faísca.

Esse produto é fornecido na cor branca, contudo, é possível, sob consulta orçamentária, a preparação de cores especiais, metalizados, dourados, aluminizados, perolizados e outros conforme possibilidades técnicas.

Ao desenformar o sabonete, deixar em lugar seco e ventilado por, pelo menos 24 hs, se possível, em temperaturas acima de 28°C e abaixo de 40°C, se recomenda embalar em material impermeável, apesar de que o material apresente boa resistência higroscópica, os óleos essenciais (perfume) são voláteis e migram com facilidade.

sábado, 4 de julho de 2009

RECEITA DOMÉSTICA DE SABÃO DE COCO A FRIO

Sabão, arte e filosofia

ESTE PEQUENO RECEITUÁRIO É EMPÍRICO E, DE FORMA NENHUMA, IMPLICA EM RESPONSABILIDADE DO AUTOR QUANTO DE SUA CONFECÇÃO PELOS INTERESSADOS NAS RECEITAS.

Formulação p/ fabricação caseira de sabão de coco a frio:

INGREDIENTES:

Gordura de coco....................................................1 kg

Soda Cáustica.....................................................0,5 kg (em solução de 38° Bé)

Sal de cozinha.......................................................2 lts (em solução de 23° Bé) (Se este item for eliminado, a durabilidade e a qualidade compensam o aumento do custo)

Álcool...................................................................80 ml

Fórmula rápida

Gordura de coco....................................................1 kg

Soda cáustica.....................................................0,5 kg

Sal de cozinha.......................................................1 lt (em solução de 23° Bé) (também pode ser eliminado)

Amido de milho(Maizena)................................0,20 kg (Torna o produto mais suave e tem função amaciante)

Bé = Graus Baumé (confere-se com o areômetro de Baumé, a 25° C)

(VOCÊ NÃO TEM ESSES APARELHOS COMPLICADOS???). Então leia abaixo!!!

Na prática é possível conseguir-se uma razoável aproximação destes valores procedendo-se da seguinte forma:

Com uma balança confiável

Para a soda:

Pesa-se com a maior precisão possível 450 gramas de soda cáustica comercial de ótima qualidade (muitas marcas deste produto são ineficientes), coloca-se em um recipiente graduado até um litro (desses de medir farinha, arroz, óleo, água, etc..), lentamente sobre as escamas da soda deve-se ir colocando água em jato fino (através do bico de um bule de café por exemplo), exatamente em um litro parar de colocar água, se for medido pelo areômetro, o valor que se encontra será muito próximo de 38° Bé.

Para o sal:

Da mesma forma que se procedeu para a soda, pesa-se 210 g de sal de cozinha de boa qualidade (refinado é mais fácil, mas sal grosso é o mais comum), colocar no recipiente graduado (medidor plástico de cozinha), completar com água até um litro de solução, bater com uma colher até não ser notado mais nenhum sinal de sal sólido na solução, separar e preparar outra dose para completar os dois litros da receita.

Obedecer rigorosamente as medidas, ou o produto não sairá perfeito!!

Fazer o sabão agora, é uma verdadeira brincadeira, em uma bacia plástica derrama-se o óleo de coco levemente aquecido (mais ou menos 50° C no máximo, temperatura agradável ao tato), mistura-se o álcool, pega-se o recipiente com soda e mistura-se com a solução de sal e, muito lentamente vai se misturando ao óleo batendo sempre sem parar e com muito cuidado para não espirrar. Quando se notar que a massa está consistente como um “pudim” e já oferece resistência à colher que mexe a mistura, está na hora de envasar nas fôrmas (de plástico ou madeira, evitar vidro e nunca usar alumínio) e deixar curar até o fim, o ideal será acomodar as fôrmas em lugar que mantenha o calor como uma “estufa”, num forno desligado por exemplo e está pronto o sabão, basta esperar algumas horas ou mesmo de um dia para outro e com certeza não se comprará mais os produtos que anunciam no mercado, pois que este fica muito melhor. (No verão fica pronto em 1 dia, no inverno em 2 ou 3) “Rende mais”.

Na segunda fórmula, basta misturar primeiro o amido na gordura sem deixar fazer grumos, em seguida mistura-se a soda na solução de sal e lentamente na gordura com amido sem parar de bater. (aconselha-se reduzir a fórmula toda à metade e bater no liqüidificador até a consistência de um mingau bem espesso) (Este sabão fica pronto em poucas horas, “mais ou menos 5 hs.”) “Rende menos porém, dura muito mais”. (Se eliminar a solução de sal, não bater no liqüidificador).

NOTAS IMPORTANTES

Nunca se deve fazer este material perto de crianças.

Usar o fogo estritamente para aquecer a gordura levemente.

Nunca, em nenhuma hipótese, deixe aquecer demais a gordura e coloque a soda, pois vai espirrar violentamente, produzir sérias queimaduras e corrosão grave pela soda sobre a pele.

Usar luvas de látex ou similar para trabalhar.

Muito cuidado com os olhos, é aconselhável o uso de óculos.

Se sobrar soda, deixe longe de crianças ou animais domésticos. (Faça corretamente as contas, as sobras são perigosas e contaminam o meio ambiente).

Nunca utilizar panelas ou objetos de alumínio neste trabalho.

Nunca trabalhar com o álcool perto de fogo aceso.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A vida pode acabar em fumaça!!!

Sabão, arte e filosofia

Hoje vou lhes passar um conto, uma prosa “quem sabe..?”, mas nem de longe a prosa lírica do Magistral Fernando Pessoa, todavia, um “causo” no estilo do próximo e querido Rolando Boldrim, homem que cheira simpatia ao menos por uns sessenta quilômetros de distância, mas não um “causo” alegre, um “causo” emocionante. Vamos a ele:

Lá por volta dos anos 60, conheci um rapaz, jovem saudável educadíssimo, de família que conhecia os valores morais, sabia perfeitamente os limites da liberdade e dignidade.

Era óbvio que esse menino “adulto” fora criado sob essa égide de preceitos e, aparentemente, o resultado floresceu.

Porém, como todo “garoto” dessa idade (uns dezessete, talvez?), fazia parte de um grupo de amigos do bairro e da escola, o que jamais deixou de ser normal..

Um dia; convidado para uma “balada” (festa-baile, na época, designação concebida ou divulgada pelo “fenomenal” Agnaldo Rayol, vê se pode..?); lá se apresentou todo arrumadinho com a calça xadrez (boca-de-sino) da moda, camisa de gola “rolon”, sapato do tipo mocassim e por aí afora...

Dançou ao som da “vitrolinha” que tocava “Beatles”, “Pepino di Capri” e o rei, nada menos que “Roberto Carlos”, depois de muitas “Crushes”, “Q’Sucos” e “Grapetes” acompanhadas dos “acepipes” do tipo D. Benta ou Tia Nastácia do saudoso Monteiro Lobato (...Não esse “grobal” que ainda vive todo torto, descabido e nem sabe quem “se é”...), o verdadeiro, o que vivia o mundo da criança com o coração, não com a “mídia” cretina que vemos hoje.

Altas horas (naquele tempo, umas onze da noite) foi abordado pelos “amigos espertos” que o “convocaram”: -- “... oh boy!! Vai um cigarrinho???”

-- ... sem essa, não quero, meu pai falou que cada porcaria dessa que se fuma consome cinco minutos de vida...

--“... Ta besta sô, que história é essa?..

A esta altura dos fatos um dos garotos já punha a mão na garganta e fingia sufocação falando:

-- “... Ah!Ah!Ah! Estou morrendo, pois o número de cigarros que já fumei multiplicado por cinco minutos já levaram toda a minha vida...

Irritado e desafiado o incauto tomou da mão do “marmanjo” o cigarro oferecido e pediu o “Ronson” para acendê-lo. "...Que diferença farão cinco minutos na hora da minha morte??", pensou!

Dito e feito, o efeito foi bombástico; primeiro cigarro, inúmeras tragadas (é claro que não tragar era coisa de “bicha”, só “prá” dar visual), a “zonzeira” o abraçou, o torpor foi assustador, mas a sensação era de conforto, a cabeça girou, girou,.. e, por fim, ele sentou num canto qualquer deixou cair a “bituca” e lá se prostrou por mais de quarenta minutos.

A rapaziada satisfeita o largou, ele passara na prova de fogo dos “machos”!

Depois desse evento, nunca mais tocou um cigarro, o falso prazer não lhe “disse” nada, chega, caso encerrado.

Soube depois dele.., homem honrado e responsável aos vinte e cinco anos, veio a casar-se com uma das mais lindas meninas do “grupinho” da “nossa esquina”.

Uns três anos depois conceberam uma criança, um lindo garotão, forte como um touro (provável herança genética) que o amaram com todas as suas forças.

Essa criança cresceu e veio a ser um valoroso jovem altamente qualificado profissionalmente.

Como seria de se esperar, logo lhe apareceu uma magnífica proposta de trabalho.

Júbilo dos seus pais, meus amigos, mas, “como toda coisa boa tem que ter açúcar ou sal e, quem sabe? uma pitadinha de pimenta...”, a grande corporação, um complexo de porte multinacional propunha um contrato para ser cumprido no “Velho Mundo”, Europa.

Pai e mãe com os corações partidos e em desespero sorriram até em demasia, incentivaram e quase empurraram o “bambino” “prá” fora. O que são uns poucos anos diante de uma vida?

À noite ninguém dormiu, o menino de emoção e os pais aos prantos silenciosos dando graças a Deus pela grande “oportunidade”.

Mal se passaram dez dias e lá ia o rapaz sinalizando adeus na “janelinha” do avião.

Soube um bom tempo depois que os traços do nosso “pincel” jamais coincidem com o trajeto do traçado da vida no nosso quadro existencial.

Vinte e oito anos fluíram, o velho e a velha já demonstrando fortíssimas marcas da idade, mal tinham tido quatro ou cinco encontros com seu “bambino”, uma vez lá e outras cá.

As Pálpebras do “velho” mostravam todas as cicatrizes da “costura a pregos e cordão de sapato” que seguravam aquele coração que partido, mais parecia ter sofrido uma “angina bi-ventricular” (daquelas que jamais se sobrevive).

Mas ele estava lá, sabia que tinha dois netos cuja fortuna do filho lhe cobrara a mais completa ausência, e a dor do espírito crescia vigorosamente.

Sem dúvidas, o leito de morte se apressou em lhe procurar e nele ele deitou-se com a dignidade do dever cumprido e, por falta de outra possibilidade, observa “Caronte, o barqueiro” fazendo sua viagem no horizonte em sua direção, de fato, já vislumbrava a simbologia do óbulo sob a língua.

Então sonhava;.. via-se diante das margens do Aqueronte (o rio das almas) esperando seu momento de embarque e dizia-se: -- “... se eu pudesse ao menos uma última vez cruzar o meu olhar sem nada dizer com o olhar do meu amado filho; Caronte abandonaria sua trágica missão e eu seria embalado em um “lençol” de mil fibras por trama, mais leve que pluma de asa de anjo e seria levado pela brisa suave até a outra margem para encontrar os amigos e ancestrais que me amam.

E, como sempre nesses momentos, sem saber se essa é uma atitude “bendita ou maldita” alguém se lembra de avisar os parentes e é óbvio que o filho assustado e em desespero loca com facilidade um jato particular (sua prosperidade cobrou, mas lhe entregou a contraprestação) e em menos de hora inteira já embarcava em direção a casa dos pais.

No aeroporto, soube mais tarde, um helicóptero já o aguardava, ele iria cruzar aquele olhar com o pai, pousou praticamente na porta de casa!

Correu pelo portão, tirou uma chave do bolso que sequer lembrava-se dela por mais de vinte e cinco anos e em menos de um segundo atravessava a sala e adentrou os aposentos do agonizante.

Sua mãe, me contaram,.. olhou-o com olhos cheios de brilho de felicidade por vê-lo e num misto de agonia delirante lhe falou: -- “... tem menos de cinco minutos que ele se foi, só estou feliz por tê-lo aqui por consolo...”.

Em seguida, debaixo de uma “chuva” de lágrimas do filho, lhe transmitiu um pedido estranhíssimo que o pai lhe fizera segundos antes de se entregar ao barqueiro, pois este soubera que o filho estava a “galope” vindo ao seu encontro.

Disse ela; -- “... Ele me apontou o dedo indicador e dobrando-o me chamou bem perto de sua boca, me deu um beijo e falou; -- a diferença entre a vida e a morte do nosso filho está nestas duas perguntas que você lhe fará! E disse; -- primeira pergunta: Durante toda a sua vida algum amigo lhe oferceu um cigarro? E; Você aceitou????????????

Marcus Siviero

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A ARTE DE REMBRANDT O HOLANDÊS DO CLARO E ESCURO

Sabão, arte e filosofia

Rembrandt van Rijn (Pintor holandês) 15/7/1606, Leiden, Holanda 4/10/1669, Amsterdã, Holanda

Um dos pintores mais profícuos da história da arte conseguiu fortuna e morreu na miséria.

Autêntico a ponto de entregar pinturas encomendadas com seus próprios argumentos e não os pedidos e pagos.

A pintura que lhe inspirava era sua obra e jamais a que pretendiam seus compradores essas atitudes o conduziram a um processo falimentar completo e seus bens findaram por serem leiloados pela Justiça de Amsterdã (Holanda) em 1658.

A ironia é até sórdida, pois hoje, um único quadro seu leiloado compraria toda a cidade de Amsterdã da época.

Os Museus mais famosos do mundo disputam freneticamente qualquer obra desse autor.

Morreu aos sessenta e três anos na cidade onde fez nome, fortuna e miséria (Amsterdã).

Marcus Siviero

Céditos da biografia abaixo:

www.helderdarocha.com.br/.../o-rijksmuseum-em-amsterdam.html

Rembrandt Van Rijn é uma das mais eminentes figuras na história da arte européia; muitos o classificariam como o maior de todos os pintores. Trabalhou dentro da tradição superficialmente limitada da arte protestante holandesa e nunca deixou sua terra natal.

Pintor, desenhista e gravador, Rembrandt foi um mestre do claro-escuro, técnica em que os efeitos de luz criam a forma e o espaço e a eles a cor se subordina. Seus desenhos, notáveis pela soltura dos traços, são um vívido registro da Amsterdam de sua época, enquanto os retratos e auto-retratos evidenciam profunda sensibilidade às nuanças do temperamento humano.

O ponto mais alto de seu trabalho como retratista é o grupo conhecido como “A ronda noturna” (1642; Rijksmuseum, Amsterdam), representação rica em efeitos cênicos do desfile de uma companhia de atiradores. A restauração do quadro, no século XX, devolveu-lhe as cores originais e demonstrou que o adjetivo “noturna” devia-se apenas ao escurecimento da tela ao longo de três séculos.

Sua fase mais produtiva como gravador iniciou-se por volta de 1636 e estendeu-se por vinte anos. Muitas de suas gravuras representam também cenas bíblicas, entre as quais é especialmente conhecido o “Cristo curando doentes” (1645), conhecido como “Folha de cem florins” por ter sido vendido por essa importância. O ambiente das gravuras religiosas de Rembrandt é sempre de pobreza. O realismo do pintor o impede de dissimular mesmo a feiúra de um modelo e o leva a pintar cruas naturezas-mortas.

Rembrandt morreu em Amsterdam, em 4 de outubro de 1669. Embora estivesse então em relativa obscuridade, sua reputação foi recuperada no século XVIII e continuou a crescer até que, no século XX, o artista passou a ser considerado um dos maiores pintores do Ocidente.

Conheça mais visitando estes dois sites:

kavorka.wordpress.com/.../quadros-de-rembrandt/, www.helderdarocha.com.br/.../o-rijksmuseum-em-amsterdam.html

quarta-feira, 1 de julho de 2009

FABRIQUE SEU DETERGENTE LÍQUIDO!!!!!

Sabão, arte e filosofia

DETERGENTE LÍQÜIDO

Fabricação doméstica

Ácido sulfônico (Alquilbenzeno “cadeia linear”).........50g

Soda Cáustica aprox.............................................10g (é possível e produz melhor efeito, substituir

a soda por trietanolamina)

Água quente................................completar 1.000 ml

Corante – Apenas para dar tonalidade (algumas gotas)

Perfume –........................................................a gosto

AMACIANTE DE ROUPAS

Água fervente....................................................1.000 ml

Quaternário de amônio..............................................35g

Corante e perfume –...........................................a gosto

POUCO COCO MUITA SAFADEZA!!!

Sabão, arte e filosofia

DADOS ESTATÍSTICOS SOBRE O “COCOS NUCÍFERA”

Produção média do “Cocos Nucífera” no Brasil.

Aproximadamente 300.000 ton./ano.

Comparativo entre outros países produtivos.

Ilhas Filipinas: ao redor de 8.000.000 ton./ano.

Índia: aproximadamente 6.000.000 ton./ano.

México: em torno de 1.500.000 ton./ano.

Dados geográficos interessantes.

A costa brasileira tem um litoral com 9.000 km de extensão, deste total, podemos eliminar 2.000 km, por considerá-los inaproveitáveis à esta finalidade, restam-nos portanto, 7.000 km de costa produtiva, se considerarmos apenas um km de largura, praticamente só a praia, lembrando que poderíamos adentrar mais de 500 km no território nacional e toda esta área seria viável ao plantio do coqueiro, porém, com apenas um km produziríamos mais de dez biliões de frutas (10.000.000.000), considerando que cada palmeira frutificaria somente 100 nozes, quando sabemos que elas são capazes de gerar até mais de 600 frutos por ano, outro fator que merece destaque é que um coqueiro vive e produz em média por cem anos e enquanto na Índia, um coqueiro gera o primeiro coco com vinte anos ou mais, no Brasil já se obtém grande produtividade num coqueiro com apenas 5 anos, sem cuidados especiais.

Na verdade os únicos culpados da baixa produtividade do coqueiro no Brasil somos nós, os próprios brasileiros.

Na Índia, malásia e outros produtores do “Cocos Nucífera” a importância econômica ultrapassa a do petróleo em termos de exportação e, infelizmente, nos chega desses locais, muito mais barato a gordura, seu principal produto, e em melhores condições de consumo. Por que?

Marcus Siviero

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