SABÃO, ARTE E FILOSOFIA

terça-feira, 7 de julho de 2009

ESCREVA SEMPRE SEJA COMPREENDIDO

Sabão, arte e filosofia

A ESCRITA E A CIVILIZAÇÃO

Sem medo de errar podemos medir a grandeza de um povo pelo que este tem ou deixou de escrita. Na verdade, é extremamente dificultoso fazer contato com qualquer civilização, passada ou atual, senão por meio do que vem escrito por esta.

A comunicação é observada em todas as manifestações de vida, desde a vegetal até a racional, a primeira nos comunica e às de sua espécie mostrando que a luz do Sol lhe faz falta, que a água lhe é cara, que o fogo lhe é nocivo e, fundamentalmente, que a sua existência nos é útil e à manutenção da própria existência do planeta mantendo os gêneros deste vivos e atuantes, é inegável que a nossa inteligência sabe distinguir perfeitamente essa manifestação comunicativa. A segunda, contudo, não se limitou em dirigir seu olhar ao Sol ou a murchar na ausência da água, esta cresceu, disputou sua posição de destaque entre as demais espécies e, para afirmar essa peculiar condição, se impôs diferenciando sua forma comunicativa das demais.

Isso foi feito de inúmeras formas, todavia, é notável que dentre todas as modalidades de interação do entendimento a que melhor se adequou foi a faculdade de impregnar qualquer material ou meio de manutenção perene de dados (atualmente o eletrônico, p.ex.) com a palavra de modo codificado e inteligível a qualquer racional. É óbvio que a referência foi feita à escrita e esta é, peculiarmente graduadora, da qualificação de um povo ou de um indivíduo, está na sua configuração geral a sutil escala de conhecimento que manifesta seus dotes de sapiência desde o primeiro até o último ser.

É-nos obrigatório salientar que o modo perenede comunicar é, por seus próprios fundamentos, a melhor adaptação alcançada pela civilização, isso porque, independentemente de quem assim manifesta seu pensar, tanto para os contemporâneos como para a posteridade, este o faz com um propósito específico e esse não é outro senão o de gravar na memória dos seus observadores a mensagem que pretende passar, ou seja, a idéia é perpetuar a mensagem.

A expressão mais difundida para tal ato é a forma literária, pois nessa vem depositado todo o conhecimento humano e de maneira muito elaborada e aperfeiçoada pela experiência do saber acumulado.

Um trabalho literário obedece a padrões de construção usados até mesmo por quem não sabe usa-los com maestria, pois está no propósito e não propriamente na técnica sua característica primordial; a comunicação.

Todavia, é-nos proibitivo limitar as funções que exerce a escrita, como assevera-la ser singelamente uma arte ou singularmente uma ciência, apesar de encontrarmos na expressão arte-ciência uma aparente definição adequada semanticamente às nossas necessidades atuais, contudo, é um erro circunscrever todo seu contexto a meros expedientes de acomodação prática.

Esta é arte quando nos expressa os sentimentos do Espírito.

É, todavia, ciência quando sua tônica nos indica os caminhos do conhecimento.

A sabedoria encarna na grafia quando esta nos eleva unindo o saber ao Espírito, a comunhão do Ser completo.

A razão se apresenta nas pautas que nos orientam pelos caminhos da História, da Geografia e das ciências que descrevem nossas circunstâncias e situações para nos possibilitar opções mais apropriadas aos próximos passos.

A literatura nos fala à alma por meio de sua arte, nos evolui o espírito através de sua ciência, nos capacita cada vez mais com sua sabedoria, nos equilibra por intermédio de suas razões, qualifica sempre mais quem dela usufrui e, se levada às últimas conseqüências, até quem supõe não dispor dela por não conhecer seus códigos (caso típico do analfabetismo) é beneficiado por ela, ainda que de forma oblíqua, pois nesse particular existe a dependência dos que interferem por meio dela sobre os despreparados.

A criação literária é, em suma, a única via de comparação ao Criador, pois ela é o exclusivo meio de materializar perpetuamente o ideal humano, levando com a mais confiável fidelidade, as experiências passadas aos demais contemporâneos e futuros civilizados que afinal, apenas o são, porque lêem e escrevem.

Sempre que nos for facultado intervir em favor do próximo será nossa obrigação nos ‘intrometermos’...”.

Um comentário:

  1. oi boa noite marcus gostei muito de sua generosidade em passar o que sabe,so pessoas grandiosas tem esse gesto de qualidade.gostaria de cmprar sua base vegetal ,e se possivel,a maneira de fazer a partir de e ouros produttos poderia me mandar o preco.muito obrigada celeste.meu email é layonrangel@hotmail.com

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