SABÃO, ARTE E FILOSOFIA

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A BASE SECA (NOODLES) VIROU SUCESSO


O CUSTO IDEAL
Quase dois anos de trabalho exaustivo, muita ajuda dos que a empregaram em seus produtos, informações de muitas regiões do Brasil e, enfim, chegamos a uma base ideal e a um custo viável e bastante compensador.
O grande problema de uma base glicerinada é o preço, pois seu custo é absolutamente regulado pelo mercado de matérias-primas, portanto, para cada quilo de material aplicado à base na indústria incide o valor do material empregado mais a mão de obra e energia necessárias para sua confecção.
Até hoje o modo mais utilizado para “competir” no mercado é de adicionar peso sem custo ou pelo menor custo possível, como o sabão é um “SAL” verdadeiramente “milagroso” ele absorve quantidades imensas de água, logo, muitos fabricantes e revendedores, vamos dizer, “não muito ortodoxos” usam e abusam desse método (já postamos matéria sobre esse ato lesivo), assim, a matéria-prima sobe de preço regulada pelo mercado (até internacional) e a base glicerinada mantém o preço por anos “regulada” pela “quantidade de água” e, logicamente, o consumidor {artesão(ã)} pensa quebase glicerinada é um produto “barato”, apenas não entende porque depois de alguns dias seu sabonete feito com tanto carinho e muito trabalho tem o seu peso reduzido a menos da metade e fica igual a um “torresmo” mal frito e “fedendo” sebo estragado.
Bem, um dia tive a idéia de eliminar determinados custos sem “contaminar” o produto, pois isso não é honesto.
Assim, pensei que se eu retirasse todos os líquidos do produto na maior quantidade possível eliminaria de pronto os custos de entrega (Correios e outros) que cobram pelo peso, portanto, o transporte de água, álcool e açúcar é muito maior num produto que o contém do que custa lá no local de quem o usa diretamente, é claro; a água está presente em todas as torneiras a preço acessível (sem frete), o álcool transportado em volumes monstruosos regula o preço de fretagem por natureza da própria operação e o açúcar pelos mesmos motivos do álcool tem seu preço altamente diferenciado da sua presença na base glicerinada.
Assim foi feito, só que não é fácil controlar como cada “operador” manipula a base e chegar a um produto que atenda todas as necessidades em variadas condições é trabalho demais, mas, como existe a intenção de oferecer no mercado um produto melhor e mais técnico, depois de muito esforço e investimento foi produzida uma base que atende o maior número de artesãos(ãs) possível.
E isso tem sido muito elogiado por todos que hoje manipulam essa base, pois, em primeiro lugar ela é absolutamente natural, além do que é puramente vegetal e produzida com gorduras alimentícias da melhor procedência e, finalmente, permite ao artista do sabonete decidir seu próprio conteúdo de líquidos e cargas, sendo assim todos são capazes de gerar sua própria matéria-prima com seu próprio custo “interno” sem pagar “lucro” pela mão de obra alheia, frete e até impostos na aquisição de água e outras cargas.
Ela pode ser aditivada, clareada, colorida, perfumada, de fato, ela pode ser inteiramente processada pelo próprio artesão(ã) como se faz na indústria só que a um custo muito menor e isso, além de “ele” ser o verdadeiro “dono” do seu sabonete e conhecedor da arte que faz.
Obrigado a todos que elogiaram o produto que hoje ajuda no vosso trabalho e aos que me ajudaram informando os vários problemas que enfrentaram possibilitando alterações que resolveram praticamente todos os entraves possíveis de ocorrer.
Sua base hoje não é aquela “branquinha” “encolhível” e ordinária que vendem por aí, porém a “amarelo” lindamente transparente e natural que cuida da sua pele e, muito melhor, VOCÊ MESMO FÊZ!!!

OBRIGADO, Marcus Siviero.

sábado, 17 de abril de 2010

TEMPOS NUBLADOS


A verdade é amarga.

O meu tom hoje é infelizmente a amargura, mas, ainda assim, vou tentar tirar proveito dessa negatividade e lançar um alerta aos entusiastas do empreendimento.

O Sabão-Nosso-de-Cada-Dia vem recebendo um número crescente de seguidores e leitores, todos os dias tenho respondido vários e-mail’s (será que isso é o plural?) e comentários.

Dentre todos esses contatos devo informar que um número significativo e crescente de leitores vem me questionando sobre como dar início a um negócio próprio nos moldes da saponificação ou mesmo cosmética e perfumaria.

Não me qualifico para aconselhar ou desaconselhar ninguém, contudo, me vejo na obrigação de transmitir alguns dados fáticos inegáveis.

Empreender no Brasil tem sido temerário, particularmente nesses últimos tempos.

Eu sou contra???

De forma alguma!!! Penso que cada um faz o que quer, mas para isso não é necessário perguntar, pois até parece que quando se diz algo a favor ou contra o interessado se isenta de culpa e, talvez, pudesse afirmar; “... — Mas foi o que ele disse...”.

Serei realista e, de certa forma, me envolvo em certo risco, pois é óbvio que o que vai a seguir incomoda “muita gente”, principalmente quem tira grande vantagem do pobre empreendedor.

Os fatos são:

1º) — O povo brasileiro é singelo instrumento de arrecadação, isso é inegável.

2º) — A mídia é suportada “e bem protegida” pelo poder para motivar a população a aumentar os níveis de arrecadação, esse é outro fato incontestável.

3º) — Os empreendimentos divulgados por seus prováveis sucessos poderiam ser contados em um pequeno “saquinho de pipocas” se comparado aos milhões de empreendimentos que lutam desesperadamente para sobreviver (desconsidero os que já sucumbiram), até porque, é quase impossível voltar atrás em um negócio estabelecido, pois se é um absurdo dar início a uma empresa qualquer, teremos um absurdo à “enésima” potência para encerrá-la legalmente.

4º) Aquela estatal que divulga publicidade enganosa de incentivo a pequena e micro empresa é mera agência de informações e uma fantástica fonte de arrecadação e incentivo ao trabalho “quase”, senão mesmo, escravo, pois o empreendedor brasileiro trabalha desesperadamente apenas para suprir o Estado por meio da carga tributária criminosa.
As divulgadas isenções dos micro e pequenos não isenta essas entidades da tributação paga na aquisição das mercadorias e matérias-primas e, na hora da venda estas ficam em desvantagem com as que creditam os compradores da parcial tributação antecipada, isto é, um quilo de “areia” custa X + imposto, esse é o custo do micro e pequeno empresário e na venda esse custo não credita o comprador, logo os “pequenos” só tem meios competitivos com o consumidor e, ainda assim, com o tributo embutido no custo.

5º) Devo ainda salientar que o pleno estabelecimento legal no Brasil é proibitivo senão, impossível, todas as empresas são deliberadamente mantidas na irregularidade por dificuldades burocráticas com o firme propósito do Estado em mantê-las com pendências legais e comprometidas com o sistema fiscal, ambiental, consumerista, trabalhista e infinitos outros sem solução indefinidamente para ser possível oferecer a “venda” por preços pornográficos a legalidade.

Se alguém não entendeu eu explico!! Tente fazer a legalização do seu estabelecimento sem um “escritório especializado” em determinados trâmites “técnicos”, escritórios esses que sempre tem um “dedinho” de alguém do Órgão que exige as especificações que liberam as certificações ou alvarás. Começa pela documentação contábil, caminha pelas licenças de funcionamento diversas, liberações ambientais, conselhos profissionais de todos os tipos, sindicatos infinitos, departamentos de regulamentação de produtos, controle de produtos diversos, principalmente os químicos e por aí vai, de fato, desconheço fim.

Se eu sou contra a regularização????

Nem de longe!! De forma nenhuma!!! A regulamentação é necessária e obrigatória até por princípio doutrinário de convivência social.

Os “detalhes” de obtenção dessas obrigações é que são criminosos.

Eu vou “desenhar ta”?

“Curso de massinha 1”

Se você proceder com todo o empenho e dedicação, corretamente e com os procedimentos absolutamente certos, der entrada você mesmo no protocolo e pelos “canais” (digamos) “equivocados” nada será aprovado, tudo estará errado e em desacordo com as normas de número ISO, TIO, DINA, USB, SACA, NAG, EM, entre infinitas outras normas técnicas. PORÉM, APENAS PORÉM, SE VOCÊ CONTRATAR AQUELE ESCRITÓRIO (XYZ) QUE CONHECE “TODOS” OS PROCEDIMENTOS, MESMO COM MUITOS FUROS O PROJETO PASSA.

A legalidade brasileira é feita de papel, esse é o fato.
Aquele seu entusiasmo inicial acaba na sarjeta e você, via de regra, endividado até a alma, aí os “mesmos” Órgãos dizem que a falta de experiência dos empresários é que causa a “morte prematura” dos empreendimentos no Brasil.

Você então, me pergunta “ ... — por que você está estabelecido..?”
Porque eu não tive alguém para perguntar!!! Além do que, a idade do meu empreendimento é dos tempos de “felicidade”, nostálgico, porém real.

O artesão (ã) é um empreendedor mantido pelas circunstâncias (ao menos a grande maioria) na informalidade, mas notem, o Brasil está hoje nas mesmas condições sociais do período do descobrimento, os nativos (hoje o povo) vendem miçangas e as grandes corporações que manipulam o poder nos levam o ouro e as riquezas com toda a aprovação dos “caciques”!!!!!!

Se por dizer a verdade não me tirarem do ar, está aí o meu ponto de vista, mas façam o que quiserem é vosso direito.

Espaço para tristeza


O Sabão-Nosso ficou um tempo sem postar, peço-vos desculpas por isso, mas o luto me obrigou, então, também vos peço licença para não comentar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O MEIO AMBIENTE PRECISA DE SOCORRO



SEJA ECOLÓGICO E AINDA PROTEJA O SEU BOLSO

O que você faz com o óleo que sobra na sua cozinha?
Joga fora “né”???
Mas.., hoje você não tem desculpas, todos estão absolutamente informados, jogar no sistema sanitário ou no lixo o óleo que sobra é prejudicial à própria vida, é poluente e altamente difícil de ser eliminado pela Natureza.
A melhor maneira de fazer essa eliminação natural é em forma de sabão, pois o óleo desdobrado em saponatos e glicerina são polares se emulsionam à água e dispersam facilmente no solo restaurando o equilíbrio do ecossistema (sabão é absolutamente biodegradável, diferentemente de outros tensoativos).
Assim, vou lhe ensinar a fazer um produto útil, econômico e ecológico.
O SABÃO DE ÓLEO DE SOJA!!
Junte os restos diários de óleo da sua cozinha em um recipiente fechado, faça isso peneirando em uma peneira própria (existem muitas no mercado), se não encontrar aqueça um pouco essa sobra (uma vez por semana) e passe ainda aquecido (uns 80º C) por um coador de café de papel (deixe em um canto qualquer escorrendo).
Quando você dispuser de pelo menos um quilo dessa sobra você pode fazer uma boa quantidade de sabão em pasta que serve até para lavar louças, roupas pesadas ou panos de louça, de chão, roupas surradas, enfim todos nós sabemos como usar um bom sabão!!
Como fazer??
É muito fácil!! Veja:
Pegue 01 kg do óleo filtrado e deixe de lado.
À parte prepare uma lixívia de soda cáustica (crianças e animais domésticos a quilômetros dali “ta”??).
Isso se faz assim;
Pegue 140 gramas de soda em escamas (em supermercados se compra em pequenas quantidades, pois esse produto é controlado), misture com 200 mililitros de água filtrada (cuidado essa mistura entra em ebulição instantânea), use luvas, é seguro e óculos de proteção não seria nenhum exagero.
Aqueça o óleo até uns 80º C e, aos poucos misture a lixívia derramando sobre ele numa vasilha de vidro ou aço inox (nunca use alumínio).
Quando a mistura encorpar até formar uma pasta deixe-a descansar por uns dois dias (é bom maturar).
Se quiser ponha um pouco de essência de limão ou outra que lhe agrade, senão deixe sem aroma ele não é desagradável e na lavagem não deixa cheiro algum.
Pronto, você economiza uns trocados e ainda ajuda a Natureza a te ajudar.
Se você acha isso cansativo, junte todas as suas sobras de óleo e doe às entidades que estão se especializando nesse ramo e ajudando os menos afortunados da sociedade, não jogue no lixo ou na rede sanitária quem sofre é você e sua família seja favorável à vida.
Marcus Siviero.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PERFUME, ESSÊNCIA?? O QUE É BARATO???



O perfume tem inúmeras características, todavia, quatro delas são destaques e, propriamente, a definição dele se fundamenta nelas.
A primeira, mais importante é óbvia, de fato a razão de sua própria existência; “o cheiro”!!!
– Nossa..; que palavra indelicada para falar de um perfume!!! É isso mesmo, o perfume conquistou tão profundamente o respeito humano que até para nos referirmos a ele devemos nos orientar pela sofisticação do uso.
A segunda, não tão menos importante e também óbvia, mas que nos dói sua participação nele; “o preço”!!!
Ah!!! Disso não há como falar em delicadeza, dói, dói muito, mesmo assim nos “sacrificamos” em pagá-lo!!
A terceira e até exótica, é “a abrangência”, pois que nada no mundo desconhece um perfume, mesmo as plantas criam flores perfumadíssimas para atrair seus polinizadores, veja.., nós sabemos dos cegos, dos mudos, dos surdos, todavia sequer encontra-se designação para quem seria, em tese, desprovido do olfato, pois pessoas que são privadas do próprio órgão nasal por qualquer motivo percebem o aroma por meio do palato, já que gosto (de paladar) tem sua apresentação sob “responsabilidade” do sentido olfativo.
A quarta por fim; é que um perfume pode ser radical como a chama do fogo ou sutil como brisa da manhã de primavera, ele tem força até para lhe agredir ou sem nem mesmo se apresentar ao seu nariz lhe faz nostálgico, faminto, sensual e mesmo agressivo, sua imaginação deve ser contida por um freio enérgico da razão, caso contrário...
Como as flores, tudo que é perfumado encanta, valoriza e até mesmo embeleza.
Mas.., como tudo que tem “mas”, o perfume não foge a regra e o “mas” do “perfume” está exatamente  na segunda característica “seu custo”, seus elementos constituintes são difíceis de fabricar, são raros, são dependentes de profissionais muito, mas muito mesmo, especiais, pois a principal especialidade deles é a altíssima sensibilidade e muito conhecimento, conhecimento aliás, que extrapola seu próprio “nicho” profissional.
Quando nos deparamos com esses aspectos, de pronto nos preparamos para o preço, portanto, uma essência por mais simples que seja é custosa, contudo, como moramos num país abençoado por Deus, esse grande entrave já está “solucionado”:
Basta por óleo mineral (muitíssimo mais barato) e pronto, se o óleo estiver em falta vale álcool, polipropileno, água com emulsificante, glicerina, sorbitol, etc.., etc.., etc.., e assim vai, basta que custe muito mais barato que perfume.
Então, o comprador que também se considera um “cara” esperto compra perfume baratíssimo (quer dizer óleo ou água perfumados caríssimos) e sai da loja satisfeito e feliz e aí fica reclamando que a base com cheiro de sebo estragado que também pagou preço vil ninguém agüenta ficar perto!!
... Terra que só tem esperto é o viveiro dos trouxas...”!!!!
Penso mesmo que o correto seria nem ficar perto de quem faz isso.
Gente; perfume é caro por natureza, a única arma do comprador é ser um bom conhecedor e exigente com o que paga porque, como informo em postagem anterior, a água que levamos pra casa em produtos que não devem tê-la é o produto mais caro do mundo.
A água da torneira ainda é a mais barata que existe, por que comprá-la em forma de materiais que apenas aparentam ser baratos???
Pagar o preço justo não é caro, o que não se pode é comprar água por preço de perfume barato, isso é que é caro!!!!
Marcus Siviero.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

VOCÊ SABE O QUE É UM SABONETE LÍQUIDO???



Não?? Que peninha!!! Então é por isso que você compra “detergente” até de lavar louça, paga um preço absurdo e vai feliz pra casa com um frasco de água com dez por cento (ou menos) de tensoativo sintético, espesso como pudim porque é engrossado com “TONELADAS DE SAL” mais uma quantidade “bestial” de carbopol (e muitos outros “pol’s”, espessantes) e ainda bate palmas por realizar um “negocião”!!!
...  – Feliz é a ignorância, pois ela nos protege da verdade...”!!!
Continue comprando esses “sabonetes”, do contrário alguém vai precisar fazer um sabonete líquido de verdade e isso, é bem difícil e honesto!!!
O Sabão-nosso resolveu, por isso, alfinetar o comprador que alimenta essa desfaçatez.
O sabonete líquido que os artesãos(ãs) conhecem é um “DETERGENTÃO” muito do safado, feito com tensoativos sintéticos típicos de uso nas “pias de cozinha” para lavar louças (alguns afirmam que é para fabricar xampus), e é vendido como “ouro em forma de gel” (preços absurdos) já vi detergentes grosseiros vendidos a mais de R$ 45,00 na Internet e no Centro de São Paulo (simples absurdo).
O sabonete líquido é preparado cuidadosamente com KOH (potassa cáustica), reação muito delicada e difícil de equilibrar, deve ser “adoçado” e glicerinado com temperaturas exatas (é o mesmo que produzir um vinho altamente sofisticado) e o mais engraçado é que também pode ser envelhecido em condições adequadas e maturar resultando em um produto finíssimo, mas nem de longe estes “vinagres” que estão empurrando nos inocentes que compram sem conhecimento de causa.
Um bom sabonete líquido não é totalmente transparente, é levemente perolizado em qualquer cor que se apresente (efeito ótico da potassa), acima de tudo é encorpado e não “grosso de sal” (pura agressão ao corpo) ele não pode, em hipótese alguma, ter sequer traços de sódio na sua composição, suas gorduras de origem vão desde a soja até a palma, passando pelo milho e até olivas “viscoso” (com corpo) e coco ou palmiste “fluído” (sem corpo).
Existe uma base que podemos produzir com ésteres de cadeia longa (são os ácidos esteáricos, palmíticos e láuricos) que ficam brancos como neve e encorpados como o “manjar branco” (quase não corre na colher de batimento), são todos preparados a mão e muito trabalhosos, mas, além de lindos no visual são de uma delicadeza assombrosa, parecem creme para as mãos e rosto, quem vende os “detergentes” líquidos encontrados “por aí” nem imagina como se chega a um produto desses.
Agora, a melhor parte, ao contrário da “roubalheira” que vemos no mercado com produtos enganosos, os valores desse material não são absurdamente caros por quilograma o que nos conduz a outro fato enganando quem compra, sabão; líquido ou não, tem seu custo regulado por “quilograma”, nunca por litro, pois um produto espumoso ou de baixa densidade tem seu preço até dobrado se a referência for o volume e não o peso (massa).

Ligue seu “desconfiômetro”!!!

O bom produto não é virtude é obrigação, ele não é caro nem barato, é justo e sua finalidade é limpar, perfumar, proteger, mas, jamais agredir sua pele.

Marcus Siviero.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

GRAÇA ATÉ NO NOME



Página da Artesã
Do mês!!!

Esta postagem é uma homenagem a quem se destaca com seu trabalho, mostra a arte de quem faz e também quem faz.
E os que fazem arte com o coração merecem o destaque e a indicação dos seus produtos a todos que têm bom gosto.
Saiba mais, fale direto com ela, peça seus produtos, ela merece!!

Graça Tavares 

Passe esse e-mail para seus amigos e participe do Sabão-nosso-de-cada-dia, aqui você é sempre lembrado e promovido.

Se o seu produto é mais que um trabalho e tem muito de arte, qualidade e bom gosto, aqui você será reconhecido pelo que faz!!

Não faça parte apenas de um grupo, venha ser a arte do nosso portal, a sua “dedicação” lhe agradecerá!!


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O CUSTO DA ÁGUA



O sabão tem a seguinte fórmula geral (C17H35COO-Na+) estearato de sódio (o mais comum).
Segundo esta configuração, podemos notar que em sua estrutura molecular está integrada a água não propriamente configurada, mas sabemos dela pelos componentes da molécula de qualquer saponato, lá estão o (H) hidrogênio e o (O) oxigênio, isolados seriam (H2) e (O2), todavia, na molécula só os vemos do modo convencional compatível à sua estrutura espacial (o cristal do sal “saponato” formado).
Ora!!! “Prá” que esse “quimiquês” todo??? “Pra” dizer que eu conheço a molécula do sabão comum???
Na verdade não!!! Mas para dizer que um número impressionante de Artesãos(ãs) manipuladores do sabão para ser transformado em produto de higiene corporal não têm a menor noção do que compram e qual o verdadeiro custo do que pagam.
È o velho chavão do “... Você sabe o quanto paga! Mas.., sabe o quanto vale???”.
A fórmula acima apresentada tem, de modo desorganizado, a molécula da água e isso tem a ver com a POLARIDADE do sabão molecular, porém tem também muito a ver com a ligação com a água.
Independentemente do sentido químico dessa afirmativa, posso garantir sem medo de errar, que a água é excepcionalmente bem recebida por essa molécula que tem tendência a formar micelas (grosseiramente, “bolos” que se autocomprimem).
“... – Puxa! Como você é esperto; descobriu que o sabão é feito para usar com água!..”, já estou “ouvindo” deste lado da minha postagem!!
O que, de fato, ninguém entende até hoje e é esse o ponto que tento expor, é que o sabão é feito para ser usado com água, mas não deve ser “feito” para lhe “VENDER” ÁGUA!!!!!!
A base fabricada a partir de um saponato recebe vários produtos que a transformam em um material que fica transparente (conhecido por glicerinado e, não glicerina como muitos o identificam!!), mas o correto seria designá-la por BASE DOCE ou ALCOÓLICA, pois os açúcares e o álcool a conduzem à transparência seu fito principal e à suavidade, objetivo de consumo, obtida por aditivos próprios.
Então poderíamos dizer que uma base “glicerinada” deveria ser mais ou menos o que reproduzo para melhor entendimento, veja:
(SAPONATO) + (SACAROSE) + (ÁLCOOL) + (GLICERINA) que também é um álcool (o propanotriol) + (EVENTUAIS ADITIVOS).
Essa base é a correta (ou deveria dizer; “HONESTA”), mas existe um problema de ordem técnica que deve ser levado em consideração, ela não permite manipulação mecânica se não for “MÓVEL”, isto é, ter mobilidade para ser, vamos dizer.., “MEXIDA”, é isso..! Como seria possível misturar homogeneamente pedras de sabão com aditivos sem “mobilidade”??
Até o aço deve ser fundido para resultar em materiais de interesses particulares.
Mas.., o sabão sem uma certa dose de água não funde, de fato, ele carboniza diretamente ou forma um cristal seco e pulverulento com aspecto desinteressante para o comércio e, ainda por cima, cheira muito mal, não.., não dá mesmo.
Então o técnico honesto adiciona água apenas o suficiente para “MOBILIZAR” o material, assim o artesão(ã) pode manipular a base lá no seu ateliê e permitir a sua posterior estabilização novamente ao esfriar e atingir o equilíbrio “elétrico” (isso é outra história).
Mas ninguém saberia dos “HONESTOS” se não existissem os “DESONESTOS”, não é verdade???
Logo os técnicos desonestos descobriram que um sabão se for bem elaborado e operado sob certas circunstâncias comporta, por vezes, até cinco ou pouco mais vezes o seu próprio peso em água.
E, até uma criança inocente, sabe que a água mais cara do mundo ainda é muitas vezes mais barata do que o sabão mais barato do mundo!!!!!!!
Ela (a água) está acabando e isso pode mudar, mas.., por enquanto, ela compensa, e muito, para substituir os custos de um bom sabão!!!
Aí.., quando um técnico busca ser honesto e diz para o Artezão(ã); que este(a) compraria água mais barata pela tubulação de fornecimento das estatais, ouve ou lê pela Internet que ele é grosseiro e ofensivo expressando-se dessa forma.
Existe ainda agravantes, as gorduras, por exemplo, a mais usada é a conhecida pelo “belo” nome de “sebo”, se a origem deste é das grandes corporações, até por questões econômicas, sofrem uma rigorosa triagem na aquisição.
Mas encontramos no mercado “indústrias” que recolhem restos de açougue onde encontramos matérias já totalmente apodrecidas e processam a extração gordurosa disso que chamam de “sebo”, é claro que vendem suas bases industriais (noodles) com vantagens que muitas vezes passam de 40% do preço do mesmo produto das boas corporações.
Depois os vendedores de sabonetes queixam-se dos Órgãos reguladores, literalmente podemos dizer que a “culpa é mais embaixo”.
Assim os desonestos proliferam e ficam ricos vendendo água e restos por R$4,00 enquanto os honestos vão á míngua vendendo o produto correto (não se trata de “maravilhoso”, apenas correto).
O mais hilário (não fosse trágico) é o consumidor que adquire do Artesão “amigo” 100 gr de sabonete e chega em casa com apenas vinte gr ou até menos de uma massa “esquisita” colorida e “fedendo” à “carniça”!!!
Isso não é ofensivo, é??????
Marcus Siviero.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

PENA QUE MUITOS PENSAM QUE ISSO É DEFEITO!!!


A cor de um sabonete natural é a que ele tem ao ser produzido.
Obviamente um sabonete pode ser colorido, mas, acima de tudo, a cor original deve ser respeitada, porém, o que isso significa??
Bem.., apesar de ser plenamente possível dar cores de bom gosto aos sabonetes devemos entender que sobre uma base escura vamos aplicar cores fortes e sobre uma base clara cores vivas e suaves.
Contudo, existem pessoas que consideram o sabonete uma “tela” ou um pedaço de “parede”, imaginam que sobre uma superfície de cor qualquer aplica-se um “fundo” branco (primer) e, depois, sua cor predileta nos tons desejados.
É óbvio que dá para fazer esses tipos de “milagres” técnicos, mas.., também devemos aceitar que é possível tomar banho com um pedaço de “reboco” pintado.
Veja; levando em conta algumas raríssimas exceções, por exemplo, os casos quase particulares do sabonete de gordura de côco e da sua mais próxima “companheira” a gordura do palmiste, praticamente todos os outros sabonetes tem cores próprias e, tenha certeza, não existe entre estes últimos o “santo graal”, a cor do cristal e, segundo alguns exagerados, a pureza do diamante branco.
Todos têm cores que vão do amarelo “palha” ao “negro de fumo”, as cores são todas muito bonitas, mas não brancas ou cristal e nem mesmo o “diamante”.
Ah!!! – Mas eu já vi!!! Eu estou até “ouvindo” do lado de cá do “Sabão-nosso”!! É claro que já viu, eles estão espalhados por todas as prateleiras de vendas do mundo, eu também já fiz deles aos milhares, todavia, aceitá-los como natural é erro crasso.
Chega uma hora na vida que resolvemos tomar certas decisões, muitas vezes essas atitudes sequer alteram nossos rumos, em outras, entretanto, nos conduzem a caminhos diferentes.
A consciência desses atos é o que nos faz notar se essas diferenças são para melhor ou não, ora!.. Eu optei por uma alteração de caminhos e assumi os riscos de vender menos e ser mal interpretado, e daí???
Sou qualificado suficientemente para discernir que minha opção foi correta, que o que eu produzo é natural e deve sofrer as mínimas “agressões” artificiais possíveis, por esse singelo motivo venho sempre esclarecer o que é natural e o que é artificial naquilo que fabrico.
Os que pensam que a tecnologia deve fazer a diferença sempre e a qualquer custo ainda têm muitos fornecedores, penso que devem encontrá-los e comprar tudo que puderem, quem sou eu para opor-me a esse impulso de consumo??
Ainda existe fumantes aos milhões a opção do tabagismo é particular e íntima, não temos o direito de interferir na vontade e direito alheios, mas podemos optar por outra qualidade de vida ( a nossa vida).
Aos que sabem que natural implica em aceitar as cores que a natureza nos oferece posso afirmar, “ – É mais seguro, é correto e, afinal de contas; NATURAL”!!!
A cor natural pode ser alterada com outras cores da mesma forma que a cor artificial, mas com a devida moderação do respeito à origem.
Uma base vegetal é amarela e também escura (nuances progressivos de tonalidades), lembrem-se os mais famosos e melhores sabonetes glicerinados do mundo, e isso inclui o Brasil, são absolutamente escuros.
O público consumidor tem verdadeira avidez por suas características e qualidades e sabem que cor é simples preconceito, quem quer me desafiar nessa afirmativa???
Lembrem-se os mais velhos e experientes o fato que vou narrar:
No século passado, por volta da década de trinta, uma indústria abriu um precedente histórico; lançou no mercado, contra todas as expectativas, um refrigerante absolutamente “PRETO”, os concorrentes sofreram até um choque de surpresa e admiração pela audácia, mas continuaram tranqüilos, pois como haveria de vencer a concorrência um produto que parecia fumo de corda queimado diante das alvas bebidas espumantes do mercado??
Hoje esse é o produto mais vendido do mundo, todos tentam imitá-lo e não conseguem suplantá-lo.
Cor é e, jamais deixará de ser, puro preconceito!!!
Todos os matizes merecem seu destaque, mas a natureza deve nortear o resultado.
Os materiais que branqueiam um sabonete antes que ele seja definitivamente colorido são os mesmos que há algum tempo as autoridades sanitárias denunciaram como ofensivos à saúde, pois, como o leite natural é “amarelinho”, mas a mídia (diga-se de passagem, “ mídia marrom”) insiste que “leite é branquinho” o querem fazê-lo branco a qualquer preço, inclusive ao “preço” da sua saúde.
Saibam que o consumidor está saturado dessas promessas vazias, no pão eram os bromatos, na carne, as anilinas metálicas para o vermelho e os infinitos conservantes, os vernizes nas laranjas, maçãs, peras e outras.
O sabonete, antes de mais nada, deve respeitar a superfície que limpa e perfuma, pense bem!! Que diferença fará um ladrão adentrar sua casa de terno ou de bermudas?? Ele está lá para roubá-lo!!!
Você pode muito bem estar sendo vítima de agressão ou pior contra seu corpo apenas porque escolheu uma cor “bonitinha”!!!
Todas as cores são boas ou más, saiba isolá-las ao fazer sua escolha.
Deveria existir a “cor da sabedoria” para consumirmos apenas o que é bom!!!
Marcus Siviero.

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